“Uma oportunidade para as mais diversas pessoas se encontrarem, sem nenhum planejamento, a não ser elas mesmas e seus inter-relacionamentos. Não existe um tópico a ser discutido nem problemas imediatos a serem resolvidos. Então, sobre o que se vai falar ? Quando as pessoas percebem que qualquer coisa pode ser discutida, então começam a falar mais de si mesmas e o encontro torna-se mais profundo. A pessoa começa a acreditar que o grupo pode compreende-la e o processo pode ser descrito como uma percepção dos próprios sentimentos, que as pessoas nunca pensaram possuir, tentando novas maneiras de se comportar no grupo, desenvolvendo relacionamentos mais íntimos, sejam eles positivos e de amor, ou de raiva e confrontação, mas, de um jeito ou de outro, se aproximando mais como pessoas”.

Entrevista concedida por Carl Rogers, em 1977 a revista “Veja”

Convite do Instituto DIABASIS em parceria com o CRP-03: 

GRUPO DE ENCONTRO COMUNITÁRIO E ITINERANTE NA BAHIA

 

ONDE: Conselho Regional de Psicologia – Estrada de São Lázaro n.27- Federação.

QUANDO: Uma vez por mês sempre aos sábados pela manhã das 9h às 12h.

DATAS: 25 de Janeiro;
22 de Fevereiro;
(a definir) de Março;
26 de Abril;
(à definir) de Maio;
14 de Junho;
19 de Julho;
16 de Agosto;
13 de Setembro;
11 de Outubro;
08 de Novembro;
06 de Dezembro.

PÚBLICO-ALVO: Comunidade soteropolitana geral e pessoas (estudantes e profissionais) da área de Psicologia.

ENTRADA FRANCA! 

 

A Bahia vive nos últimos 10 anos um processo de ré-avivamento da direção ética e política que constitui a Abordagem Centrada na Pessoa (A.C.P.), “Jeito de Ser” vivido, pesquisado e partilhado pelo psicólogo norte-americano Carl R. Rogers e também por colaboradores de outras nações. Indo do Aconselhamento não –diretivo à Abordagem Centrada na Pessoa, passando pela Psicoterapia Centrada no Cliente, pelos Grupos de Encontro e Comunidades de Aprendizagem. Foi nesse espaço e através desse tempo que nos entregamos a vivencia do fluxo formativo e atualizador das nossas experiências humanas e comunitárias aqui na Bahia, garantindo a construção de uma recondução da nossa moral e consequentemente das nossas atitudes e comportamentos na direção de uma real dignidade da vida humana em comunidade.

Nós, que formamos o Instituto DIABASIS de Humanismo da Bahia, entendemos que a ACP é uma direção ética, e que portanto, cuida do Ser para além da sua condição natural de impulsos e instintos; podendo assim, ser vivida no ensino, na família, nas instituições de saúde, nas relações psicoterápicas, nos grupos de encontro e nas diversas formas de organização social/comunitária e política. Trata-se de uma revisão na nossa hierarquia de valores, da nossa cultura e da nossa inserção política no mundo. Sendo assim, compreendemos que a forma mais significativa de aprender/viver essa direção é através de experiências vivenciais e reflexivas, com partilha coletiva de poder via autogestão do processo, quer seja, Grupos de Encontro.  Entendemos que a não concentração de poder é um antídoto ao autoritarismo e a corrupção, contribuindo assim, com o fortalecimento da democracia real e consequentemente da livre expressão.

Durante todo o ano de 2012 e início de 2013 ocupamos o espaço Castro Alves na Livraria Saraiva do Salvador Shopping – através de uma parceria DIABASIS/Saraiva – com os Grupos de Encontro. A vivencia consolidou-se como sendo uma experiência de dinamização dos espaços públicos da cidade, de mobilidade humana e de contribuição para o fortalecimento dos vínculos comunitários entre os cidadãos e cidadãs soteropolitanos. Os encontros tiveram seu acesso franqueado a qualquer pessoa interessada nos processos humanos em grupo. Sem inscrição nem qualquer tipo de burocratização privatista; garantimos uma livre associação entre pessoas numa experiência de autogestão e partilha de poder, ademais, de problematizarmos as relações instrumentais e de consumo que imperam nos dias atuais.

Foi, portanto, através da facilitação dos grupos, que houve uma contribuição efetiva na (re)visão da nossa condição atual de refém da desconfiança e do medo que tanto nos afasta da intimidade (conhecimento íntimo) e da cumplicidade (confirmação do outro como parceiro de diálogo), inviabilizando o fortalecimento do tecido social que sustenta a nossa saúde mental e o nosso bem estar verdadeiro e real que é incuravelmente social/coletivo/comunitário, assim como a nossa natureza humana.

Como memória dessa travessia de mais de um ano de Grupos de Encontro gratuitos na Cidade do Salvador, temos registrados nos nossos corpos o fortalecimento da nossa condição moral de pessoa humana social/coletiva e político-comunitária, frente a ética do viver com responsabilidade pelo outro, seja esse outro o nosso semelhante, as nossas ruas, a nossa cidade, escolas, famílias etc. Fortalecendo a mutualidade, indispensável à constituição da verdadeira comunidade, cuja condição de sustentação não passa mais pelo sangue (familismo e privatismo oligárquico), mas, pela consideração e não imposição entre os seus membros constituintes (democracia real).

Seguindo o nosso fluxo formativo e atualizador do potencial humano, grupal e comunitário aqui na Bahia, estamos de andança – seguindo a inquietude dos nossos espíritos -, pois, como afirmamos no título do convite, trata-se de um Grupo de Encontro Comunitário e Itinerante. Sendo assim, estamos ocupando, via parceria DIABASIS e CRP-03, desde o ano passado, às dependências do Conselho Regional de Psicologia da Bahia com os novos encontros; os mesmos acontecem uma vez por mês (agenda no início do texto) durante todo o ano, sempre aos sábados pela manhã das 9h às 12h. Sintam-se convidados e convidadas para essa experiência de esperança e ação política transformadora e curativa da nossa geral e (des)atual condição de imobilidade social e comunitária.

Aos que desejarem, na oportunidade, estaremos partilhando sobre as nossas andanças pelo interior da Bahia (Recôncavo e Sertão), pois, dada à forte inquietação dos nossos espíritos, temos nos aberto a novos caminhos e novas experiência de mediação e aprendizagem significativa. Parafraseando o próprio Carl Rogers, tudo que temos aprendido por essas bandas tem sido ouvindo as pessoas.

Finalizo, agradecendo à escuta e a possibilidade da partilha desse convite com outras pessoas próximas, que saibam, estejam interessadas, assim como nós, na recondução da vida e dos processos humanos para o humano junto (Nosotros). Deixo com vocês, como prova de alegria e gratidão, o que nos ofereceram, a mais tempo, outros “Novos” Baianos, e que também não andavam só:

 

Abraço afetuoso e muito Axé,

Emanuel Pereira

(71) 8832-3190

www.institutodiabasis.com.br